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Às vezes a imaginação falha, o sorriso esconde-se, as ideias ficam com ressaca e a vontade esgota-se. Depois, é preciso deixar que o pensamento esboce a dureza das palavras expostas. É ser sem parecer, e escrever mesmo sem crer.

domingo, 13 de novembro de 2011

190. Tempo

Precisava de um tempo indeterminado sozinha, de uns tempos para decidir os melhores contextos a abordar diante das pessoas e como saber usufruir de um belo tempo comigo mesma.
Bastaria ter o maço perto, a coca-cola gelada e umas quantas drageias para tirar o sabor a queimado da boca.
Não estou a pedir muito.
Não estou a querer separar-me de nada, mas estou ciente que há coisas que vão mesmo ter que mudar. O meu estado de espírito anda alterado, não estou a gostar de ver-me assim todos os dias.
Agradecia que não me atacassem com perguntas, que respeitassem o meu ego e que acima de tudo respeitassem as minhas opções.
Cada um tem que seguir a sua vida, as suas escolhas, tem de seguir os seus sonhos e metas. Este tempo que vos peço servirá para decidir o que é o mais correcto para mim, como saber separar as coisas e sair dos problemas sem ter que magoar alguém.

Telma Palma

sábado, 12 de novembro de 2011

189. Equilíbrio

Quando se tenta construir algo, é preciso que acima de tudo se tenha força de vontade. Se assim não for, como será possível obter os mínimos resultados e aguentar "pesados" fardos?
Tu não tens medido a força que exerço constantemente em ti, não tens dado valor e muito menos tens aceitado aquilo que por uma razão ou outra só agora consigo mostrar-te.
Tenho estado à espera do teu ar secundário, da tua subtiliza em jogar as palavras ao ar e de ser apenas eu a tentar apanhá-las desesperadamente. Pelo contrário, tens-te mantido intacto, imóvel e pouco receptível àquilo que exponho em relação a "nós".
Enquanto eu, tento empurrar para a frente, tu limitas-te a não exercer qualquer esforço para que as coisas batam certo.
Da minha parte, estás por tua conta.
Não me nego a responder-te a qualquer tipo de comentário, mas também não esperes de mim, o que até ontem foi o melhor da nossa vida.
Eu estava feliz, tens-me transmitido liberdade, mas percebi que às vezes ser livre significa optar por não ir, mas por ficar.
Eu fiquei.
Acabei por perder 1/3 do meu equilíbrio, o que para mim significa perder o controlo. "Partes-me a cara" sempre que me atiras as coisas à cara de uma forma pouco exposta, concreta e critica.
Não consigo falar contigo. Tu não ouves.
Não desisti de ti, desisti sim de ser eu a controlar as coisas e de medir o valor dos momentos.

Um beijinho, Telma.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

188. Abrir

Consegui abrir o coração. Conseguiste que eu te abrisse o meu Coração.
Contei-te muitas coisas.
Senti alívio.
Senti força.
Senti desconforto.
Senti medo, insegurança, desejo, saudade.
Há muito tempo que não tínhamos uma conversa à séria. Eu tentei esquecer que existias, mas como um grande amor é para sempre, não deu.
Tenho mesmo muitas saudades tuas, daquilo que nos une e do que nos envolve. Tu, nunca foste o problema, tu nunca criaste o problema. Eu sei que te pedi demais, e que tu não soubeste lidar com isso, mas se meteres bem a mão na consciência saberás encontrar a resposta para todos os nosso pequenos problemas.
Não te culpo pelas quebras, pelos erros e descargas de consciência.
Obrigado por em tempos teres feito parte da minha vida e por a teres colorido um bocadinho mais.
Estava e continuo a estar muito feliz sem ti, embora tenhas voltado de uma forma um pouco inesperada à minha vida, vou sempre continuar a ver-te como alguém muito especial, mas que por agora continuarei longe de ti, tal como sempre foi.

Tropeço de ternura por ti, um beijinho na testa, Telma.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

187.

(...)Caminhá-mos juntos sem rumo, de mão dadas junto ao rio.
Tinha-mos as mãos frias, geladas até.
Queria dizer-te muitas coisas naquele momento, contar-te como vejo as regras entre nós, como é fácil falar contigo e partilhar os meus segredos.
Mas tu, jogas sempre pelo seguro. Preferes ficar a olhar o céu, noite dentro, falar-me das tuas vivências e divagar pelo futuro próximo. (...)

Telma Palma

sábado, 5 de novembro de 2011

186. Crescemos

Crescemos.
Já deixamos a algum tempo as Barbie's, as cacetes da Disney, os joguinhos de consciência, o mau humor, as birras constantes, os choros desnecessários e todas aquelas criancices que adoramos recordar e se possível voltar sempre a trás só para as fazer de novo.
Mas afinal, crescemos mesmo.
Devias pensar que não somos mais o "teu" objecto de conforto, onde tu descarregavas todas as tuas frustrações, mágoas, recentimentos, ...
Crescemos.
Cada uma decidiu caminhos diferentes, formas de estar na vida, mas mesmo assim ainda não nos fomos (tal como queríamos).
Como te sentirás quando isso acontecer?
Darás valor ao que verdadeiramente perdeste? Sim, porque quando for, não volto, e tu sabes que não sou de romper promessas.
Como será viver "sozinha", sem nós por perto para te dar o teu tal conforto?
Sempre me ensinas-te a lutar por aquilo que quero e, sempre que o faço há algo de errado para ti porque?
Porque é que não te preocupas primeiro contigo e depois connosco?
Tu, só tu sabes como as coisas têm acontecido entre nós. Mas, também sabes que eu não sou como tu e que quando quero, eu luto para ter e conseguir. Se errar, se falhar, eu sei onde procurar abrigo.
Devias aprender a segurar a corda. Já me sufocas-te muitas vezes por não o conseguires fazer, e agora que cresci muito mais.
Mammy, podes deixar os bilhetinhos de lado, guardar a folha e a tinta de papel e quando sentires que fiz algo de mau, podes vir falar comigo. Não queiras ficar como a maioria das senhoras alcoviteiras, acredita que tens duas criaturas mais que paus mandados em casa e que sempre que precisares vão ajudar-te.
Mammy, a minha corda partiu-se.
Todos temos direito a duas oportunidades. Sabes quantas já te dei? Quantas já te demos? Aproveita, esta é a última.

Telma Palma

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

185. Momento

(...) eu não te condeno, critico ou te deito abaixo devido ao acontecimento, só não quis estar mais contigo dado o ressentimento.
Quando é que me ouviste?
Quando foi a última vez que te sentiste disponível ou te disponibilizaste para me ouvires?
Onde estiveste quando precisei?
Eu nunca te sub-carreguei, nem te pedi nada em troca, queria apenas que me ouvisses e que me abraçasses.
Criaste uma história, formaste uma claque, mas entenderes o que comigo se passava, foi como partires para um aparte.
Tive que ser eu a tomar a decisão, a excluir-te da minha vida e do meu frágil coração. E mesmo passado tanto tempo longe de ti, continuo a sentir tristeza quando penso naquilo que podia ter feito por mim em vez de ti.
Não te consigo compreender, eu pedi-te espaço e tu só te querias envolver.
Senti pena por não te ter ouvido, por me ter afastado, agora já é tarde, já está tudo mais que encerrado.
Aprendi a estar sozinha, a criar objectivos, aprendi a escolher, aprendi a crescer!
Foste um grande momento do meu Mundo , uma estrela ao fundo do túnel, desculpa sabes que não te peço , bem como tu não soubeste levar o que tínhamos para o futuro.
O amor, o carinho, a amizade que tínhamos era quase surreal, ninguém compreendia e eu fazia sempre tudo para nunca te ver mal.
Desejo-te o melhor para a vida, mesmo que a mim me desejes mal, mas aprende que na vida, também te podes dar mal.
Deixei de sentir "culpa" de te ter deixado "sozinha", mas como já disseste "Nunca precisei de ti para viver a minha vidinha". Ouve, ninguém fala mal de ti, apenas se comenta aquilo que "fazes" por aí.
Obrigado pelos sorrisos que me proporcionaste, fica a saber que comigo nunca perdes-te, GANHAS-TE!

Telma Palma

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

184.





"Abraçaste-me com força de uma forma apaixonante.
Fazes de mim as minhas fantasias, prazer dos teus dias
E do prazer dos teus dias nascem minhas fantasias
Sabias que sentias quando eu te confessava
Declarava-te poesia, parecia que o tempo parava.
Tivemos momentos baixos, tivemos momentos altos,
Como em todas as relações: Discussões, sobressaltos."

Mundo Segundo - Obsessão


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

183. PG

"Sente-se dor e desconforto, algo fora do normal. Às vezes não consigo distinguir bem, Se é isso a doença mental. Há muitos pensamentos que vagueiam, dentro e fora de mim, mas aquele que que sinto sempre primeiro, é o que me faz pensar no fim.
A vida é como uma boia, daquelas que só sabe boiar. É preciso mantê-la intacta, é preciso saber cuidar.
A tristeza reina no Mundo, a morte é sentida como alivio, não vejo outra maneira, de saber se alguém me ouviu."

Telma.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

182. Segurança


"Eu sabia que seria apenas quando te fosses embora que iria entender a complexa extensão da minha alegria e conforto permanente que sempre me tens transmitido. E aí está. Chega sempre nesse momento de partida, onde eu por olhares tento dizer-te - fica comigo.
Ainda continuo meio "obcecada" com o mesmo pensamento de à dois meses atrás. Tens-me posto, pelo menos ocupada a maior parte do tempo, para não dizer todo.

Tens um conteúdo pesado. Às vezes é insuportável "segurar-te".
Gostava de poder conseguir fechar a pequena caixinha onde guardo todas as tuas fotografias. Não consigo, gosto que sejas a primeira pessoa que vejo ao acordar. Sinto-te sempre mais perto.

Ainda me lembro de pequenos detalhes. Alguns ferem-me, fico a sentir-me a mais, mas há outros que me elevam o ego e que me fazem acreditar que afinal vale apena.
Os momentos contigo ajudam-me a esquecer. Ali somos só nos. Falasse de tudo, sem medos e vergonhas, já te confessei alguns segredos que até hoje ninguém sabia.
Eu sei que não consegues perceber porque eu ter entrado na tua vida. Desculpa se o fiz num momento menos oportuno da tua vida.
Eu própria também não tenho resposta para essas perguntas ditas primárias.
(...)
A tua amorosa Fotografia, essa que transporto no meu pensamento e que não me sai da cabeça.
É certo que prefiro-te original e bem à minha frente, contudo contento-me a olhar para o tal objecto amado que guardo bem junto ao Coração.
Tens uma imagem grandiosa, que se move constantemente ao som de palavras que juntos criamos.
(...)
Transmites-me segurança, confio em ti até ao dia que me desiludires.
GMDT <3"
Telma Palma
15.10.2011

domingo, 23 de outubro de 2011

181. Mais

Acabas sempre por te sentir importante.
Comecei por dar-te demasiada relevância, quer a ti, quer ao dito compromisso que criei e que, mais tarde mesmo que queira não o consigo expulsar. Ou porque não quero ou porque não me deixam.
Precisava que me deixasses entrar na tua vida.
Que essa vontade também surgisse da tua parte e que juntos formasemos um elo mais forte.
Está visto, que ambos padecemos do mesmo mal.
Às vezes gostava que parasses para pensar um bocado, que pudesses ver como as coisas até podem resultar e como não é preciso muito.
Eu, não sou de criar contrastes que depois levam à criação de esteriótipos, que logo desde o início devem ser esclarecidos. Até hoje, tu sabes que te tenho dito aquilo que gosto e que menos gosto no que diz respeito a ti.
Sabes o necessário e eu também.
Gostava que a tua ausência se dissipasse, que estivesses sempre comigo e que me fizesses rir todos os dias.
Afinal, tenho muitas saudades tuas, tu é que não entendes isso.

Telma Palma