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Às vezes a imaginação falha, o sorriso esconde-se, as ideias ficam com ressaca e a vontade esgota-se. Depois, é preciso deixar que o pensamento esboce a dureza das palavras expostas. É ser sem parecer, e escrever mesmo sem crer.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

224.


Quem tem luz própria incomoda quem está no escuro!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

223. Barreiras

É então que te apercebes que precisas de mudar, mudar para longe, mudar de esquina ou até mesmo de morada, desde que mudes - de onde sempre estiveste. Para longe dos problemas, das discussões e dos conflitos, para longe de quem te inveja e te quer mal, de quem te humilha ou faz pouco de ti, da monotonia do dia-a-dia e das más disposições - Para onde não haja preocupação em chegar x horas, x dia, x momento.
Que não seja por tempo determinado mas sim indeterminado, que apenas seja necessário estares contigo próprio, presente no espaço.
Não precisas transportar muito conteúdo, como as tais malas que antes deixaste cair, necessitarás apenas da tua presença e do teu espirito.
O estímulo é a tua vontade em conseguir bater as assas, arranjar forma de sobrevivência e resolução para novos problemas. Não existirá impossível, apenas e só barreiras - chatas e melancólicas.
Irá sempre haver tristeza - porque afinal, nada se esqueça.

Telma Palma

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

222. STOP

Posei as malas, deixei apenas a mala de colo, ficou para trás toda a outra bagagem pesada (cheia de bens desnecessários, farta de conteúdo exacerbado). Queria ter ficado com as memórias, com o teor e com alguns bens que me fizessem vaguear pelo passado.
Deixei-as, somente aquelas que trouxeram tristeza e rancor ao coração. As botas ficaram gastas de repente, a tinta manchada da chuva que nelas escorregava deixava como marca o percurso percorrido em vão.
Queria calor, para corpo e para a alma, para o momento e para o futuro, queria só deixar de carregar tantos fardos injuriosos.
Fiquei com o caderninho de capa preta na mão, com a caneta de tinta permanente na outra e com o pensamento intrusivo.
Sentei-me no banco úmido da cidade, depois escorreguei na calçada fria e quando decidi dissertar deixei que o pensamento congela-se.
Ainda tinha aquele gosto exagerado a amêndoa na boca, o cheiro a maresia não me saía da cabeça nem o teu doce toque.

Calculei mal as órbitas. Não deixei que o tal calculo seguisse rumo, não fiz STOP nem fiz cedências.
-Dou por mim então, ainda ali sentada (na calçada), meio tonta meio nada, com frio. - Dou por mim a despertar com o teu sussurro ao ouvido, coisa leve e calma, pouco forte, ardente. - Dou por mim como 2ªpessoa interveniente no acto, à espera de indicações para poder regressar ao palco, mas continuo congelada, sem pasmos, sem entradas relâmpago e sem a tal memória de antigamente. - Passei o corredor da morte, da punição e do sofrimento, deixei-os também ficar para trás, junto às malas pesadas.
Se tens olhos pára! - Gritei.
Estupidamente deixei bater os joelhos no chão e a rastejar pela estrada. No outro passeio estava ela, a saída. - O fim de grandes avarezas bizarras, o começo de um novo crepúsculo, o início de uma nova melodia - tudo à minha espera.
Não entrei.
Bati com a porta.
Voltei para trás, carreguei as malas e segui outro caminho.

- Gosto muito de ti. Dizes.
- Obrigado por estares sempre por perto =) és o meu Mundo.





Telma Palma

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

221. Coração


Preciso de espaço, de tempo que justifique o que antes foi gasto, de rabiscar no papel, procurar sinónimos daqueles momentos difíceis de descrever, preciso de atingir o auge do supremo poder, de alcançar a vitória e de conseguir dizer - EU FUI CAPAZ, EU CONSEGUI.
Precisava também de descanso, ou melhor de descansar os dedos e a mente, de contribuir para um leque enorme de discussões absurdas só por fazer parte e para ter a certeza que aquilo de nada me serviu.
Ter a certeza das coisas, não basta só aceitar o senso comum, nem o juízo de valor que o outro constrói, é, para além de tudo isso, um caminho de descoberta pelo que se considera "desconhecido" e interessante em analisar. Se algum dia faltar resposta às perguntas que no dia-a-dia decorrem, é porque afinal não sabes de tudo, é porque afinal precisas de partir à descoberta até que atinjas o tal auge do conhecimento, que nos dias de hoje e de sempre - é impossível.
Ser culto, é mais do que ler livros de banda desenha, saber os átomos de cor ou até saber várias línguas, ser culto é saber um pouco de tudo e um pouco de nada e é isso que nos torna tão interessantes. Ser culto, no mínimo é também ser inteligente e saber que tudo se descobre, mais tarde ou mais cedo. Ser culto não implica saber a teoria de trás para a frente mas saber como andar com as coisas.
Já devias saber, do pouco que me conheces que quando quero uma coisa, faço para que aconteça, que quando a outra parte diz que NÃO eu aceito, mesmo que não desista dela e acima de tudo, também já devias ter aprendido que tinhas a obrigação de conhecer um pouco mais de mim do que eu própria.
Não faço os tais juízos de valor em vão, sem que saiba que a outra parte não a irá ouvir. Memoriza - não vou esperar por ti =)
Obrigado por me partires o coração, mais uma vez e por fazeres com que seja eu a sentir-me mal por algo que nunca fui eu que quis.

Telma Palma

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

220.


As coisas são feitas de factos, não de opiniões.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

219. Luck

Apenas precisas de coragem e de um pouco de vontade, de resto, basta chegar em frente da pessoa, abrir a boca e recitar a expressão desejada e querida: Gosto muito de ti.
Existem projectos. Projectos esses que envolvem a tua vida, que definem-te como pessoa, que marcam a tua morada e que te fazem mudar de rumo. Esses projectos também projectam a tua vida para a frente e para trás, dependendo das escolhas de cada um, fazendo com que possamos crescer e aprender com os erros.
Já pisei pregos, queimei-me com o fogo e molhei-me com as ondas, já perdi tempo, já fiz com que o tempo ganhasse e já deixei que criassem em mim outro tipo de projectos fora do meu ritmo normal. Já corri por quem não merecia, já bati com a cara ao cair em conversas pioneiras de baixo nível e mesmo já sabendo de todas a atrocidades que acontecem no amor, voltei a deixar que a porta me batesse na cara.
Ainda não aprendi a esperar, a ter paciência e a aceitar logo um Não. Precisei de tempo, de ganhar valor entre o meio, porque assim ele o exigiu.
Já andei de mãos dadas com a sorte e com o azar, já quis fazer mais do que podia, já fiz (assim mesmo) mais do que devia, e mesmo assim, bati com a cara.
Por sorte, já aprendi a dar espaço, a não questionar a vontade do outro e a pensar primeiro em mim, olhar ao espelho e repetir vezes sem conta : Primeiro eu, eu, eu, eu, eu, eu e só depois os outros - e assim tem sido à uns meses.
Rasguei muitas folhas, queimei as fotografias do passado, passei as folhas a limpo e fiz com que o presente contasse.
Quanto à sorte, fiz com que acontecesse, procurei o impossível e fiz valer o tempo.
Fui simples, directa e objectica. E isso sim é o que VALE, ser simples é ser incrível!

Telma Palma

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

217. Diferença

A diferença somente se torna verdadeira quando o significado que lhe atribuímos é superior à força exercida sob forma uniforme.
Eu, não tenho medido a tal força que exerço, a tal constatação que faço questão de expor quando assim ela não me agrada e todo aquele peso que carrego à dezanove primaveras.
Pelo contrário, acabo por engolir em seco, na esperança que as palavras depositadas não foram de todo as mais apropriadas para o momento e tento fazer como se nunca tivessem existido em tempo real.
Nunca gostei de ping-pong, nunca joguei e nem nunca quis aprender, mas mesmo assim, parece que as palavras têm saltado de vez enquanto cá para fora e têm causado um resultado agressivo contra a equipa adversária.
Embora as coisas que me dizes continuem a magoar-me, eu continuo a lidar contigo sempre da mesma maneira, sem humilhar-te, sem maltratar-te, sem jogar-te em cara aquilo que de bom e de mau fazes, porque se assim não fosse, está a descer ao teu nível e a ser exatamente como tu, uma má pessoa.
Hoje descobri que vai haver sempre alguém que me faça sorrir, quando tu antes me fizeste chorar. Não te culpo por isso acontecer, mas por fazeres parte desse momento mau.
Devias pensar que as coisas não funcionam à base de vocábulos ofensivos e duros mas sim que, as conversas devem ter em atenção como as coisas devem ser ditas.
Tu, sabes melhor que ninguém, que nunca me esqueço do mal que me fazem e que quando chega a hora de retribuir, eu dou na mesma moeda.

Enquanto tentas dizê-lo, eu tento fazê-lo. Aí tens a diferença!

Telma Palma

domingo, 5 de fevereiro de 2012

216.


Lembro-me todos os dias do dia em que te conheci, do coração quente que tinha, da vontade tenebrosa e avassaladora que invadiu o meu pensamento.
Lembro-me exactamente de como as coisas começaram e de como fui eu que fiz com que elas andassem para a frente.
Não te quis lembrar do dia, não te quis fazer lembrar de como tudo começou. Lembra-te apenas que existe e que irá sempre existir =)

Afinal, a vida faz-se e memórias, Memórias do Meu Pensamento!

215.

PEACE