Normal? Normal é sermos Felizes.
- Telma Palma
- Às vezes a imaginação falha, o sorriso esconde-se, as ideias ficam com ressaca e a vontade esgota-se. Depois, é preciso deixar que o pensamento esboce a dureza das palavras expostas. É ser sem parecer, e escrever mesmo sem crer.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
297.
Há que dizer-se das coisas
o somenos que elas são.
Se for um copo é um copo
se for um cão é um cão.
Mas quando o copo se parte
e quando o cão faz ão ão?
Então o copo é um caco
e um cão não passa dum cão.
Quatro cacos são um copo
quatro latidos um cão.
Mas se forem de vidraça
e logo foram janela?
Mas se forem de pirraça
e logo forem cadela?
E se o copo for rachado?
E se o cão não tiver dono?
Não é um copo é um gato
não é um cão é um chato
que nos interrompe o sono.
E se o chato não for chato
e apenas cão sem coleira?
E se o copo for de sopa?
Não é um copo é um prato
não é um cão é literato
que anda sem eira nem beira
e não ganha para a roupa.
E se o prato for de merda
e o literato de esquerda?
Parte-se o prato que é caco
mata-se o vate que é cão
e escreveremos então
parte prato sape gato
vai-te vate foge cão
o somenos que elas são.
Se for um copo é um copo
se for um cão é um cão.
Mas quando o copo se parte
e quando o cão faz ão ão?
Então o copo é um caco
e um cão não passa dum cão.
Quatro cacos são um copo
quatro latidos um cão.
Mas se forem de vidraça
e logo foram janela?
Mas se forem de pirraça
e logo forem cadela?
E se o copo for rachado?
E se o cão não tiver dono?
Não é um copo é um gato
não é um cão é um chato
que nos interrompe o sono.
E se o chato não for chato
e apenas cão sem coleira?
E se o copo for de sopa?
Não é um copo é um prato
não é um cão é literato
que anda sem eira nem beira
e não ganha para a roupa.
E se o prato for de merda
e o literato de esquerda?
Parte-se o prato que é caco
mata-se o vate que é cão
e escreveremos então
parte prato sape gato
vai-te vate foge cão
Assim se chamam as coisas
pelos nomes que elas são.
O OBJECTOAry dos Santos
domingo, 16 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
295.
Precisava que te sentasses ao meu lado como sempre fizeste, que encostasses a tua cabeça na minha perna e que me enxogasses as lágrimas.
Precisava que me ouvisses chorar como só tu o sabias fazer e que, sem uma palavra me fizesses sorrir. Mas, nem sempre as coisas são correctas, nem sempre surgem como queremos e nem sempre podemos segurá-las na nossa mão para sempre.
Pinhão?
Porque é que as coisas simples nunca são suficientes? Porque é que complicamos a vida? Porquê Pinhão, porquê?
Há sempre uma primeira vez para tudo. Para errar, para magoar, para discutir, para chorar... Há sempre uma primeira vez para bater com a cabeça e dizer "OK, já chega!", e só depois é que abrimos a pestana. Ou então não.
Mas Pinhão, por ti ia até ao fim do Mundo, batia lá no fundo e só depois é que chorava. Sim Pinhão, por ti eu chorava.
Mas sabes? Hoje, especialmente, precisava do teu colinho, do teu pelo fofinho, da tua presença física para me aconchegar o ego. Juro que hoje precisava.
Telma Palma
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
294.
É certo. A terra já te desfez, e no mesmo local não nasceu fruto da rosa que te deixei como prova do meu amor.
Nasceu erva. Pura erva.
Nasceste ou renasceste tu.
A tua ausência tornou-se insuportável. Já te disse que te vejo todos os dias, que acordo e olho para ti, que quando saiu à rua és tu que iluminas o meu Mundo?
Partiste cedo. Muito cedo até.
Partiste e deixaste-me muito sozinha.
A cada dia que passa morro por dentro e, na verdade, confesso que parte de mim morreu contigo, naquele dia, àquela hora.
Amo-te, Pinhão. |
Telma Palma
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
291. Sós
Pela manhã, quando pessoas normais acordam - pesam. E, assim o é desde sempre.
Já viste como é fácil ser simples e directa num abrir e fechar de olhos? Como é fácil dizer "espera só mais cinco minutos" e como podemos fechar de novo os olhos, vezes e vezes sem conta...
Sempre gostei das coisas simples, os detalhes conquistam-me. Mas, já reparam como o melhor do mundo está diante dos nossos olhos, dia após dia, e não o vemos?
Como deixamos de olhar primeiro para nós, à espera que o outro se designe a ver-nos primeiro?
As relações já não duram para sempre, todas têm um começo, meio e fim. Como tudo na vida.
De momento, é preciso entender qual o aspecto mais importante e investir nele.
Odeio quando ouço aquela conversa:
- "Acabei com ele...
- Então? Há quanto tempo estavam juntos?
- Dois anos, mas não deu certo, acabou.
- Não deu certo, porquê?
- Oh, Claro que deu! Deu durante dois anos, só que acabou.
(...)"
E já viram como é fácil e simples poder ter vários amores? Mas eu, acredito que "se estamos bem, não devemos por-nos mal".
Eu não acredito em pessoas que se completam, acredito em pessoas que se somam. Se não sabemos lidar connosco a 100%, como é que podemos querer que o outro seja a 100% connosco?
Não é preciso fazer contas.
Assumam.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom em sexo.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é responsável.
Às vezes ela é teimosa, mas é sensível!
E continuamos a não ter tudo, a não ser tudo, a não chegar a tudo. E aí está... investe no aspecto mais importante.
Acho que o beijo é o mais importante. E se o beijo bater... joga-te a mais um e outro. Se não bater... pede uma Vodka e vai dar uma volta.
Se ele ou ela não quer mais, vai dar uma volta.
Se tens dúvidas, se tens medos, se não sabes para onde ir e o que fazer... esquece-se tudo e vai dar uma volta.
Não lutes, não ligues, não assumas a responsabilidade e não te humilhes. Deixa ir, deixa andar... porque se ele(a) tiver que voltar, volta simplesmente.
Há quem necessite de ausência para poder desejar a presença. O ser humano não é absoluto.
Não faças dramas.
Nascemos sós, morremos sós, pensamos sós, vivemos sós...
E quando acordamos, a primeira impressão é sempre nossa, o olhar, o pensamento, a memória...
Há quem mude de romance e que pule de um para o outro constantemente. Não será apenas medo de nos vermos sós?
Gostar dói. Dói tanto que chega até a ferir-nos a alma.
Ao gostarmos de outra pessoa, gostamos de um outro ser, um outro Mundo e um outro universo... e nem sempre as coisas são como queremos.
É preciso dar espaço.
Não somos terapeutas, não temos que saber lidar com a dor e querer curá-la de um dia para o outro. É preciso correr o risco e saber até onde nos podem magoar, até onde podemos ser magoados.
Nós, para sermos felizes, para sermos únicos... não necessitamos de provar a todo o instante que estamos bem, que somos fortes e que não temos defeitos.
Fraquejar não é pecar.
Gosto da humildade da fraqueza, dos pontos fracos, do lado genuíno que mostra para ser feliz e inteiro.
Haja força, determinação e garra para assumi-la!
Há quem se ache tanto que se esquece de se encontrar. Memoriza que primeiro somos sós e só depois o outro.
Telma Palma
terça-feira, 28 de agosto de 2012
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