
- Telma Palma
- Às vezes a imaginação falha, o sorriso esconde-se, as ideias ficam com ressaca e a vontade esgota-se. Depois, é preciso deixar que o pensamento esboce a dureza das palavras expostas. É ser sem parecer, e escrever mesmo sem crer.
sábado, 1 de outubro de 2011
174. Alivia

quarta-feira, 28 de setembro de 2011
173. Encontrei-te
Encontrei-te por ali, muito fora de horas, cedo demais para uma noite longa (...) Sentei-me no único banco disponível, ao teu lado, e por ali fiquei largas horas a olhar para o Mundo.Tu não falavas, ou mal falavas, eu ria, ria, ria de nervoso miudinho e por ali ficamos largos tempos, sentadas no mesmo sítio a conversar. (...)
O tempo contigo nunca contava.
Nunca sentia que ele corria contra nós.
Para mim, funcionava como um reforço positivo, que me animava sempre e que me fazia sentir viva. Eu vivi para ti.
Sentia sempre um rol de liberdade que me sacudia o coração e que me deixava apta a uma nova dose e cumplicidade contigo.
Sempre ali, naquele banco claro, no jardim com cheiro a rosas brancas, bem junto ao Lumiar da vida.
Havia muitas coisas que gostava de contar-te, para que pudesses compreender como tudo funciona, como este ciclo vicioso nos penetra constantemente.
Se fosse dar, na mesma medida que recebo, duvido que tudo voltasse e que continuasse igual, até porque todos os dias mudamos, até porque já mudamos. Não porque me fizeram isso toda a vida, mas porque preciso fazer por mim.
Quando criares essa selecção de sentimentos, sugere a ti própria uma decisão permanente e concreta, que te faça feliz! Já quase que me esqueci que já me deixas-te muitas vezes triste e que tu, tu já não estás aqui comigo.
Às vezes, é preciso acreditar que tudo está normal para que fique mesmo e sabes, aprendi a aceitar que tu, vais estar sempre na minha vida, mesmo que mal nos vejamos e que a vida nos complique tudo.
Ninguém preenche o vazio que deixas-te, a falta que me fazes, o que tu eras para mim e que apesar de tudo continuas a ser incondicionalmente. Ninguém preenche a cumplicidade que tinha-mos e o esforço que fazíamos para não magoar uma à outra.
Gostava muito de poder ver-te todos os dias e de voltar a sentar-me contigo no banco de sempre. Continua a sorrir para mim.
Acredita que continuas acima de muitos factores, dentro do meu interior e que vens sempre no tempo certo.
(...) Chegou o inverno, o mau tempo, o frio que nos queima os lábios, que nos faz chorar (não de tristeza mas de alegria porque finalmente chegou), que nos faz tremer mesmo antes do frio começar a penetrar-nos bruscamente. O céu ficou cinzento, as nuvens carrancudas e finalmente choveu.
Olhámos seriamente uma para a outra e desatamos a rir como se nada fosse. Tínhamos o cabelo molhado, a roupa encharcadas e tudo o resto destruído, menos nós! Nós continuávamos no mesmo sítio. Perto uma da outra.
domingo, 25 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
171. Escolhas II
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
170. Músculo
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Rascunhos
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
168. Inferno Vital
Enterrei a cabeça na almofada.
Estava com muita raiva, de mim mesma, das minhas opções passadas e de tudo aquilo que abrangesse o meu bem-estar, as minhas escolhas e tudo o resto que me inclui por completo.
Sabes, não é preciso ser Deus, arquitecto, médico ou mágico para saber o peso que a vida tem. Basta ser gente, ser genuíno. Desde cedo que tive que crescer muito depressa e compreender assuntos impróprios para a minha idade. Sempre vivi com tudo isto e com tudo o que ele engloba.
É muito difícil deitar-te fora, esquecer que tu existes por uns pequenos momentos porque, na verdade, estás e estarás comigo para sempre.
Não te desprezo, pergunto-me sim, porque a mim.
Tantas perguntas que nunca obtenho uma resposta concreta que seja e, mesmo que as faça surgir num outro ambiente mais oportuno a resposta que reverte a meu favor e que eu deixo cair em mim é "porque não? É preciso aceitar-nos!" - nunca pensei que fosse tão fácil e tão difícil destruir-te, libertar-me de ti e deixar-te ir embora, porque não consigo, porque não posso.
Pertences-me por inteiro, por completo, por uma imensidão de anos, séculos. Afinal, contamos apenas com uma vida que é certa e o que vem a seguir é incógnito.
Deixei de acreditar que Deus existia, sempre que precisei dele, nunca esteve para me ajudar, para me ouvir, para me compreender. Sempre que mais precisei dele, nunca o senti perto que fosse.
Fui eu que tive de seguir em frente sozinha, caminhar neste longo caminho, ultrapassar todas as fases desta dura caminhada e seguir para as próximas etapas.
Não sei se continuo preparada para o próximo raund de sobrevivência. Somos nós que comandamos a nossa vida e é isso que vale, porque se estivesse-mos na mão desse tal "Deus" não sei onde estaríamos, onde eu estaria.
Acredito plenamente no "por acaso" e que se acontece por alguma razão foi.
Já me aconteceu muito.
Já cresci, já tenho mais idade do que aquilo que aparento ter, já construí uma história, uma sonho, uma vida, uma lenda.
Poucos saberão tão dolorosa é esta dor que nos consome, doentes da vida. Poucos adquirem do dom de querer conhecer e entender como tudo funciona.
- A morte não deve ser entendida como um até já, mas como um repouso eterno, deste inferno vital. Alguém que seja, devia entender-nos, principalmente a nós, doentes crónicos, que a vida já nos largou à muito tempo, desde que nos privou de vive-la com toda a intensidade que existe.
Já perdi a conta dos anos que tudo isto me acompanha. Mas ainda me lembro de como tudo começa - mais simples do que um estalar de dedos, do que uma pontada no peito, do que um sorriso.
Tudo começa bem junto ao limite, junto à mesma corda bamba que nos acompanha em toda a nossa caminhada.
É preciso ter peso e medida para poder suportar o que de bom e de mau acontece, não é preciso ter poder de encaixe, nem ter um ritual todo manhoso, a anatomia do corpo tratar-se-à de nos levar ao encontro que tanto precisamos que tanto esperamos - O repouso incondicional de tudo e de todos.
A almofada estava realmente toda molhada, ainda bem que (ainda) não se paga por chorar, porque é isso que me acontece todos os dias, àquela hora da noite ... àquela hora do dia.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
167. Levanta-te e ri
Cospe isso.

Já podes ir, Obrigado pela audiência que deste ao meu querido Blog. Levanta-te e rir de ti própria, andas a precisar ^^
terça-feira, 9 de agosto de 2011
166. Simplifica
O importante não é aquilo que fazes de bom ou de mau, que dizes ou que omites, que ignoras ou que acreditas, o que realmente é importante e que deve contar com toda a clareza absoluta é aquilo que fazes por ti e só por ti, que no fundo te deixa satisfeito, porque sabes que foi o melhor que fizeste e porque deste o melhor de ti, seja em que circunstância for.